segunda-feira, 3 de outubro de 2011

TREKKING NOTURNO – SÃO CAETANO DO SUL

 
*Atualizando meu diário de corridas/trekking.*





  
   No dia 19/06/2011 participamos do nosso 1º trekking noturno que aconteceu em São Caetano do Sul, aliás, meu 1º noturno e 1ª prova para Melinha e Igor, vez que maridão continuou a amarelar e ficou em casa, curtindo um filminho mais a Syssi.
   Para essa prova tivemos de providenciar lanternas de cabeça e mão, embora o percurso fosse pelas ruas de São Caetano, ou seja, trecho urbano exceção do Parque Chico Mendes, confesso que para ler as rotas e cronometrar o tempo precisamos/necessitamos dos aparatos.
   Como o Bêni comentou quando do nosso check in, a prova não teria tantas dificuldades, tenho para mim que ele pressentia que a semana que antecederia ao evento seria de Luto,  pois sua mãe que já estava hospitalizada viria a falecer na quarta-feira da semana da prova, falamo-nos sobre perdas, percurso da prova e apesar de estar abatido sua dedicação e atenção aos participantes continuava igual.
   Com a planilha em mãos fizemos uma leitura atenta e aguardamos pelo curso para os iniciantes, realizado antes da largada.
   Após o curso sobrou alguns minutos para fazer os cálculos e distribuir as tarefas como: quem será o navegador, contador de passos ...





     A largada aconteceu às 19h, na Avenida Kennedy e, além de passar por algumas das principais ruas da cidade, teve trilhas no interior do Parque Chico Mendes.



 
   Após a largada que se deu pelo canteiro central, pegamos uma rua a direita e na sequencia numa bifurcação encontramos o 1º PC, marcamos o tempo e ladeira acima, seguindo a rota chegamos na ramificação da Referência 05, ou seja, uma praça enfrente a uma igreja onde estava sendo celebrado um casamento, portanto, havia muitos carros estacionados. Anotamos os dados indicados e através de soma obteríamos a velocidade do Trecho B. Neste ponto chamou minha atenção a presença de 2 motos da guarda civil na praça. Depois das fotos, anotado os dados os guardas nos indagaram  se éramos a última equipe participante. A prova também contava com esquema de segurança aos desportistas.



   Finalmente chegamos ao Parque Chico Mendes passamos pelo PC e tivemos tempo para descanso, hidratação e cronometragem para os próximos percursos.




    Depois de concluído o percurso dentro do Parque decidimos caminhar devagar para o próximo PC. Ainda bem que nos adiantamos, porque a caminhada foi cruel (rs),  seguimos pela rua Espírito Santo a fora, enfrentamos uma descida e sua continuação era nada menos que uma ladeira acentuada. A rua tinha iluminação pública precária o que nos obrigou a caminhar com a lanterna de cabeça acesa causando estranheza nos moradores que nos observavam.  Neste trecho da prova nossa contadora de passos falhou gerando dúvidas para encontrar a Rua Monte Alegre, que nos levaria para o próximo PC e para a etapa que seria cumprir o percurso da Cartilha 02 foi quando olhei para trás e vi um monte de lanternas acesa ­ – eram as outras equipes correndo atrás do tempo perdido.
   A Cartilha 02 deveria ser cumprida em 22 min, incluído o descanso (usado para checar se estamos no tempo estabelecido para a prova ou descontar eventuais atrasos da equipe para se adequar ao tempo). Concluída este trecho encontramos o PC que anotou nosso tempo e fizemos um pit stop para degustar uma saborosa esfiha aberta tamanho mini- brotinho (esqueci de fotografar!).
   Após essa parada seguimos para a última etapa da prova, o percurso foi pela av. Goiás, uma das ruas mais famosas de S.Caetano do Sul, encontramos mais uns 3 PC (para controlar nossa regularidade), caminhamos por 3,5 km entre a Av. Goiás e Av. Pres. Kennedy até  o portal da chegada.    
   Como a prova é de regularidade os PC ficam em lugares estratégicos e sem que os participantes tenham conhecimento de sua existência, pois o que conta é a equipe estar atenta ao cronômetro, a velocidade dos percursos, então caminhar rápido ou correr não são estratégias aplicadas a todos os trechos da prova.
   Fazer uma prova noturna requer mais atenção ao percurso, a planilha e aos PC’s  por conta da visibilidade e ter a necessidade de usar lanternas tornou a prova mais emocionante.
   Fica a homenagem ao Bêni que sempre demonstrou  preocupação com os participantes das provas e no caso desta não foi diferente, sempre muito atento com a segurança de todos e a Prefeitura do Município de São Caetano do Sul que convocou a Guarda Civil para acompanhar a prova, nossos agradecimentos!
   Depois de cruzamos o portal da chegada sob o luar de uma noite quente aguardamos os resultados......  






  
   Chegava a hora de anunciar os vencedores, o ganhador do premio Abacaxi, neste momento há uma mistura de emoções – satisfação da prova terminada e o temor de não ser a equipe lanterna a levar o troféu Abacaxi.
   Quando Bêni anunciou a equipe que levaria o troféu Abacaxi, respiramos até aliviados, escapamos! 
   Depois ele foi informando a pontuação das outras equipes em ordem decrescente até anunciar o ganhador da 3ª colocação Principiante: Urbi & Orbi! Nem acreditei, na primeira prova da Melinha e Igor fomos bem classificados com direito a Troféu.






    Nem preciso comentar que voltamos para casa hiper-super felizes, não só pelo troféu, mas também pelo encanto da prova noturna, pela organização, pela cidade super limpa e organizada, pela segurança e pelos colegas participantes.
   Chegamos em casa quase meia-noite, o maridão e Syssi estavam dormindo, mas acordaram ao nosso som de vitória. Maridão não acreditou, Syssi ficou com uma invejinha branca, mas tiveram que suportar nossa alegria de Vencedores!
   Nosso troféu está guardadinho na estante da sala a espera de outros mais.











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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Em louvor quem chega depois





A inspiração dos últimos é gloriosa: eles vão em frente ainda que cada centímetro torça os músculos



   A SABEDORIA popular promete, em tom que cheira a acomodada e crédula religiosidade, que "os últimos serão os primeiros".
   Lamento informar que isso não condiz com a dura realidade. O fato é que os últimos chegam mais tarde, depois. O que não é desdouro nenhum, pelo menos no maravilhoso mundo das corridas de rua.
   Ao contrário, como comprovam muitas histórias transcorridas em maratonas e corridas menos longas.
   Na maratona de White Rock, realizada no mês passado nos EUA, o derradeiro corredor foi um sujeito de 44 anos que terminou quando a música já tinha sido desligada e os fotógrafos contratados para capturar o momento da chegada já estavam em casa descansando, descrentes de que ainda haveria algum incauto correndo.
   Douglas Hartman não estava nem aí. Dolorido e emocionado, cruzou chorando a linha de chegada após mais de oito horas. Ele nunca havia chegado perto dos 42.195 metros nem treinara para o desafio, mas enfrentou a distância para homenagear a mulher, morta havia um ano.
   Quase nunca são tão dramáticas as razões que levam alguém a se manter de cabeça erguida, decidido a dar mais um passo e outro ainda, apesar de o esforço parecer sobre-humano. Vejo isso nas maratonas e nas ultras, mas também em provas curtas, que recomeço a frequentar neste período em que me recupero de uma lesão.
   Numa recente corrida de seis quilômetros, fiquei impressionado com o esforço feito por homens e mulheres para completar o percurso.
   A maioria dos corredores já tinha ido embora, e os últimos seguiam com insistência, como a mandar um recado: "Eu vou conseguir". Ou, numa fala mais compatível com o suor que empapa o corpo: "Eu sou f***!".
   De fato, esses corredores são inspiradores e poderosos. Com certeza, não têm o treino nem a capacidade dos velocistas, não levam troféus nem disputam postos, mas demonstram vontade inquebrantável e completo desprezo pela competitividade mesquinha e inútil que não poucas vezes serve de motor para quem participa de uma corrida ("vou passar aquele cara de qualquer jeito").
   A inspiração dos últimos é mais gloriosa: desafiam com galhardia a distância, vão em frente ainda que cada centímetro torça músculos e maltrate a carne -que, como sabemos, é fraca. O espírito, porém, é indomável: os últimos chegam depois, mas são sempre campeões.


 
RODOLFO LUCENA (Folha de S.Paulo, 18/01/2011)










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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

CORRIDA E CAMINHADA DROGA MATA & ESPORTE SALVA







VAMOS ABRAÇAR ESTA CAUSA?!


Acontecerá no dia 18/09, a 4ª CORRIDA E CAMINHADA DROGA MATA, então anote:
DIA DO EVENTO - 18/09/2011
LARGADA: 8h
LOCAL: CENTRO DA VILA MATILDE - SÃO PAULO
             200 METROS DO METRÔ GUILHERMINA.
PERCURSO 5KM Corrida de rua
                   2KM Caminhada
PUBLICO ALVO: adultos, menor acompanhado pelo responsável
INSCRIÇÃO E MAIORES INFORMAÇÕES:  corridadrogamata@terra.com.br
VALOR: 02 KILOS DE ALIMENTOS
SITE DO EVENTO: http://www.drogamata.com.br/


Já efetuei a minha inscrição e de família, venha vc também!!!

Ana Maria










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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Eu já ...



Eu já perdoei erros imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar,
mas também decepcionei alguém.


Já abracei prá proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
amei e fui amado,
mas também fui rejeitado, fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
"quebrei a cara" muitas vezes!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só pra escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)!

Mas vivi! E ainda vivo!
Não passo pela vida...e você também não deveria passar!
Viva!!! Bom mesmo é ir a luta com determinação,
abraçar a vida e viver com paixão,
perder com classe e vencer com ousadia,
por que o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é MUITO para ser insignificante.

Charles Chaplin









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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Circuito Delta - Etapa Etiópia





   
   

     No dia 12 de junho participei da primeira da etapa da Série Delta, a chamada etapa Etiópia que aconteceu no Jockey Club, com largada às 7h30 e percursos de 5 k e 10 km.  Corri a convite de minha amiga de corridas, Tereza, que estava convalescendo de uma micro-cirurgia.

    A manha estava fria, com temperatura média de 10ºC, deixei minha jaqueta no guarda-volumes e enfrentei o frio que fazia, tanto que corri o percurso todo de manguitas levantadas, geralmente durante a prova costumo recolhê-las até o pulso, mas desta vez foi impossível, o friozinho imperou durante toda a prova.

    O evento reuniu cerca de 3000 participantes que teve a largada na Av. Av. Lineu de Paula Machado seguimos até o túnel e retornamos pela mesma via até encontrarmos, na outra extremidade, o Túnel Janio Quadros, contornamos e seguimos pela R. Jose Augusto de Queiros até seu final, viramos a esquerda para logo encontrar a entrada do Jockey, onde os próximos km seriam percorridos em areia dentro do hipódromo até a chegada.




 
                                          Túnel Dr. Euryclides de Jesus Zerbini


                                        R. Jose Augusto de Queiros

 
   Eu particularmente gosto da mescla do tipo de solo durante a corrida e, correr dentro do Jockey olhando a extensão a nossa esquerda após a pista gramada encontraríamos as arquibancadas bem ao fundo, uma visão que só podemos ter durante a corrida, vez que é proibido andar por esses trechos em dias normais. No final da pista de areia encontramos algumas coxias e seguimos dando volta pela pista de areia até encontrar o portal de chegada.
   A areia estava molhada e as estrias deixadas pelo trator por todo seu percurso deixou meus pés um pouco sentido pelas oscilações, mas nada que pudesse tirar o brilho desse percurso.


   
     Terminada a prova fiquei nas arquibancadas aguardando Melinha e Igor, apesar do sol começar a aparecer o vento persistia em deixar a temperatura baixa.
     Depois de uns 15 min. recebo um SMS da minha amiga Tereza retransmitindo o meu tempo na prova 00:41:46.28.
    Não foi dessa vez que consegui correr abaixo dos 00:40, mas vou continuar a perseguir essa meta.
    Amiga Tereza, obrigada por esta oportunidade!

 



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O CIRCUITO WRun 2011 - Etapa – São Paulo







   Dia 04/06 aconteceu a corrida do Circuito W Run, foi nessa prova que em 2010 comecei a participar das corridas de rua, o mesmo circuito, só que neste ano reduziram um pouco o percurso, a prova foi de 8k e 4k.

    Quase 4 mil mulheres participaram, a largada foi as 7h30min na Ponte Otávio Frias Filho (Ponte Estaiada). O tempo estava  parecido ao do ano passado, mas acho que estava um pouco mais frio, no final da prova sentimos um leve chuvisco.














     Ainda me lembro do nervoso que bateu naquele dia de 2010, uma dorzinha de barriga passageira, o medo do desconhecido, o que representaria o percurso de 5k no espaço de tempo?

     Hoje muito mais confiante em mim e disposta a baixar meu tempo, encarei a prova como um caudilho,  sabendo que antes da linha de chegada deveria vencer uma íngreme subida.

     Melinha também participou tal qual o ano passado e, quando nos posicionávamos para a largada, encontrei uma amiga que conheci na Fila Night Run (marcamos de nos encontrar na retirada do kit, mas desta vez não combinamos de ir juntas a prova, porque logo após ela teria um compromisso), se tivéssemos marcado não teria dado tão certo de largarmos juntas.






     Largamos e cada qual fez sua prova no seu ritmo, desta vez consegui me distanciar de Melinha. O rio Pinheiros não exalava seu famoso mau cheiro, apreciei as corredoras a minha volta, vi mulheres correndo de cachecol, de casaco, maquiadas...







     Durante a prova observava a minha volta; à frente; procurava espaços para ultrapassar com cuidado para não esbarrar em outra corredora; dava passagem a outras; num mergulho interno sentia minha respiração, como se a mente pudesse se deslocar para checar como estavam as pernas, se os ombros estavam relaxados ......
     Para mim a corrida é um momento íntimo, onde meus pensamentos estão voltados apenas para meu corpo interagindo com o meio, o pensamento é uma tela em branco onde tudo gira em torno de mim, um momento mágico que não pode ser vivido em nenhum outro lugar, penso eu que transcende a meditação onde você impõe a mente estar livre de pensamentos e tem de se policiar para este ato.

     Depois de um tempo Melinha encostou com o fôlego apertado dizendo que foi difícil de me alcançar, trotei e deixei-a para trás.   Perto do 3k ela encostou  novamente, tirou umas fotos que borraram e lá fui eu para o trecho final, encarei a subida da ponte no trote até cruzar o portal da chegada.

     Meu tempo líquido oficial foi de 00:33:02  e,  Melinha cruzaria com 30 seg depois de mim.

     Finalizada a prova, enfrentamos debaixo de um leve chuvisco uma fila razoável para pegar nossa medalha de participação.
    

final da prova











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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Para pensar um pouco...



                                        Photo by me


 
Paciência para as dificuldades
Tolerância para as diferenças
Benevolência para os equívocos
Misericórdia para os erros
Perdão para as ofensas
Equilíbrio para os desejos
Sensatez para as escolhas
Sensibilidade para os olhos
Delicadezas para as palavras
Coragem para as provas
Fé para as conquistas
E amor para todas as ocasiões...











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