terça-feira, 6 de setembro de 2011

Em louvor quem chega depois





A inspiração dos últimos é gloriosa: eles vão em frente ainda que cada centímetro torça os músculos



   A SABEDORIA popular promete, em tom que cheira a acomodada e crédula religiosidade, que "os últimos serão os primeiros".
   Lamento informar que isso não condiz com a dura realidade. O fato é que os últimos chegam mais tarde, depois. O que não é desdouro nenhum, pelo menos no maravilhoso mundo das corridas de rua.
   Ao contrário, como comprovam muitas histórias transcorridas em maratonas e corridas menos longas.
   Na maratona de White Rock, realizada no mês passado nos EUA, o derradeiro corredor foi um sujeito de 44 anos que terminou quando a música já tinha sido desligada e os fotógrafos contratados para capturar o momento da chegada já estavam em casa descansando, descrentes de que ainda haveria algum incauto correndo.
   Douglas Hartman não estava nem aí. Dolorido e emocionado, cruzou chorando a linha de chegada após mais de oito horas. Ele nunca havia chegado perto dos 42.195 metros nem treinara para o desafio, mas enfrentou a distância para homenagear a mulher, morta havia um ano.
   Quase nunca são tão dramáticas as razões que levam alguém a se manter de cabeça erguida, decidido a dar mais um passo e outro ainda, apesar de o esforço parecer sobre-humano. Vejo isso nas maratonas e nas ultras, mas também em provas curtas, que recomeço a frequentar neste período em que me recupero de uma lesão.
   Numa recente corrida de seis quilômetros, fiquei impressionado com o esforço feito por homens e mulheres para completar o percurso.
   A maioria dos corredores já tinha ido embora, e os últimos seguiam com insistência, como a mandar um recado: "Eu vou conseguir". Ou, numa fala mais compatível com o suor que empapa o corpo: "Eu sou f***!".
   De fato, esses corredores são inspiradores e poderosos. Com certeza, não têm o treino nem a capacidade dos velocistas, não levam troféus nem disputam postos, mas demonstram vontade inquebrantável e completo desprezo pela competitividade mesquinha e inútil que não poucas vezes serve de motor para quem participa de uma corrida ("vou passar aquele cara de qualquer jeito").
   A inspiração dos últimos é mais gloriosa: desafiam com galhardia a distância, vão em frente ainda que cada centímetro torça músculos e maltrate a carne -que, como sabemos, é fraca. O espírito, porém, é indomável: os últimos chegam depois, mas são sempre campeões.


 
RODOLFO LUCENA (Folha de S.Paulo, 18/01/2011)










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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

CORRIDA E CAMINHADA DROGA MATA & ESPORTE SALVA







VAMOS ABRAÇAR ESTA CAUSA?!


Acontecerá no dia 18/09, a 4ª CORRIDA E CAMINHADA DROGA MATA, então anote:
DIA DO EVENTO - 18/09/2011
LARGADA: 8h
LOCAL: CENTRO DA VILA MATILDE - SÃO PAULO
             200 METROS DO METRÔ GUILHERMINA.
PERCURSO 5KM Corrida de rua
                   2KM Caminhada
PUBLICO ALVO: adultos, menor acompanhado pelo responsável
INSCRIÇÃO E MAIORES INFORMAÇÕES:  corridadrogamata@terra.com.br
VALOR: 02 KILOS DE ALIMENTOS
SITE DO EVENTO: http://www.drogamata.com.br/


Já efetuei a minha inscrição e de família, venha vc também!!!

Ana Maria










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